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Ser professor não é uma carreira; é a escolha existencial que marcou a minha vida. Ao longo da minha jornada, transitei por múltiplos espaços e exerci as mais diversas funções. Nunca fui um profissional de pensamento enclausurado, limitado a um único campo técnico ou a um conhecimento específico. Aprendi com o tempo que a construção de quem somos nasce da experiência viva de tensionar o mundo enquanto se ensina.
É impossível mensurar a quantidade de mentes que cruzaram o meu caminho, a grande maioria delas na condição de alunos. Em cada sala de aula, a provocação de refletir sobre inúmeros contextos foi a minha oportunidade de validar as ciências humanas. Ali, decodificamos juntos a construção da sociedade: sua história, seus rituais e seus comportamentos.
Quando mergulhei na Filosofia, a minha caminhada com a História, a Sociologia e a Antropologia ganhou um significado muito mais amplo. O ser humano que age no mundo é aquele que, antes, reflete uma percepção interna desse mundo. Provocar o indivíduo a definir a si mesmo e a dar significado a tudo o que o cerca é, essencialmente, o que continuo fazendo — seja na tribuna do professor ou na bancada do jornalista.
Se hoje eu precisasse me definir como um especialista, diria sem hesitar: a humanidade é o meu foco, e compreendê-la é o meu eterno desafio.