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“Santos do pau-oco” não fazem milagre

O passado nos condena

Eu não tenho nada contra o futuro. Se falasse o contrário, estaria mentindo. Sou historiador de formação, o passado me encanta. E te digo, me encanta mais pelo presente que tento entender do que pelo olhar de permanência nas coisas que já foram, que muitos insistem em perpetuar.

Passado é fonte de sabedoria para nos dar uma lógica da origem das coisas. Não significa que tudo o que aconteceu um dia irá se repetir, mas é sempre bom não esquecer que nem tudo o que aparentar ser o que é, não é, e o que se mostra igual ou diferente, também não.

É aí que o passado é importante.

Todos temos um passado. E para deixar a coisa mais complexa, gostamos de exaltar e lembrar daquilo que nos eleva e esquecer o passado que nos condena. E há quem pague caro para não deixar se notar as manchas de uma vida.

Dos erros se fazem acertos.

Seria melhor se nós assumíssemos os erros e admitíssemos que todos já os cometeram. Porém, há os que insistem em vender a imagem da perfeição.

Para quem tem um olhar mais atento a vida, sabe que perfeição não existe. Neste ponto, é bom lembrar Aristóteles, o “bom homem” é o que aprende com os erros e não o que considera estar certo o tempo todo.

A história foi feita para isso, para refletirmos a vida, também, e não só.

Na Busca do ‘bom homem”.

Diógenes, pensador pré-socrático, andava com uma lanterna na mão a procura de um homem honesto. Representava com seu ato a importância de ficarmos atentos as pessoas boas. Elas são raras.

Porém, o bom homem, para Diógenes, não é o que se mostra perfeito, mas o que é honesto com sigo, com os outros, e admite seus erros.

Por isso, é preferível os que admitem suas falhas humanas, pessoas que são comuns e assumem o que são. São preferíveis essas àquelas que expressam o aparente brilho da honestidade. No fundo, estas têm uma vida manchada por uma história que insistem em esconder.

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