07/11/2016 às 08h58

A velha lógica em tempos de mudança

As eleições para o governo paranaense promete ser agitada. As famílias ligadas a política, tradicionais no Paraná, devem estar em cena. Desejando o poder e usando de suas bases para isso.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Velha lógica em tempos de mudança
Não podemos negar que a forma de fazer política ligada às famílias persiste. No Paraná, a disputa pelo governo estadual promete ser fundada em sobrenomes tradicionais, mesmo em tempos de mudança.

Segundo levantamento do Paraná Pesquisa, os irmãos Dias tem a preferência do eleitorado. Eles venceriam a eleição em disputa direta com o senador Roberto Requião. Por sinal, o peemedebista tem buscado fazer do filho, que leva seu nome, um personagem “novo” na política, mas de velho sobrenome. O senador termina seu mandato no ano que vem e resta saber qual é o próximo passo que ele pretende dar.

Quem entrou em cena recentemente e deseja permanecer com novidade na tradição é a família Barros, liderada pelo ministro da Saúde. Senhor do Partido Progressista (PP) do Estado e um dos personagens influentes da política nacional, Ricardo Barros foi derrotado em seu reduto eleitoral, Maringá, mas foi vitorioso no apoio a Marcelo Belinati, em Londrina.

A atual vice-governadora, Cida Borghetti, deseja se candidatar para permanecer no Palácio do Iguaçu, só que agora, como titular. A expectativa criada no início da candidatura é o apoio do atual governador, Beto Richa, que deve concorrer ao Senado. Richa, por sinal, é outro sobrenome tradicional na política.

Diante do quadro de certezas e incertezas, o que fica é a velha lógica da tradição familiar, do sobrenome que parece gerar uma casta hereditária fadada ao governo. Ainda é sedo para definir o desfecho, mas ainda reproduzidos no poder uma tradição monárquica, a vocação doméstica para a liderança política. Em tempos de mudança parece ser o sobrenome uma certeza.

 
 

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