02/11/2016 às 08h54

Introdução ao Estado Autoritário

A longo da história brasileira, a herança autoritária portuguesa se consolida. Se impondo sobre a sociedade e construindo o sentimento de nacionalidade. O papel de Getúlio Vargas (1930 a 1945) é decisivo neste sentido. O que se chama nacionalidade ganha força aliada ao sentido cívico.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Formação autoritária do Estado Brasileiro
Talvez o leitor mais formal do meu site vai encontrar um conteúdo direcionado aos meus alunos, em sala de aula. Mas se lhe interessar, aproveite. 

É importante que passamos a entender a formação brasileira como uma construção da história do encontro entre o elemento colonizador e os colonizados. Entre aqueles que sofreram o encontro da colonização, indígenas e africanos em situações semelhantes e, ao mesmo tempo, desigual em alguns momentos.

O processo de formação da economia extrativa e também produtora de gêneros agrícolas, nos trópicos, foi marcada pela escravidão. Porém, e por consequência e reação, alimentada pela autoridade centralizadora do Estado Português.

Não podemos esquecer a violência praticada ao longo do domínio territorial, da implantação da empresa colonizadora ou na garantia da posse sobre as pessoas e a terra que interessava a coroa lusitana. Lembre-se que a nação portuguesa é formada com um forte patrimonialismo, uma constante busca de expansão territorial.



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A longo da história brasileira, a herança autoritária portuguesa se consolida. Se impondo sobre a sociedade e construindo o sentimento de nacionalidade. O papel de Getúlio Vargas (1930 a 1945) é decisivo neste sentido. O que se chama nacionalidade ganha força aliada ao sentido cívico.”

Gilson Aguiar

Vale ressaltar que em 1808, quando a corte portuguesa se transfere para o Brasil com a liderança do rei português, D’João VI, se inicia a formação do Estado brasileiro. Autoritário e centralizador. A definição do território, antes mesmo da construção da nação é uma expressão deste autoritarismo.

A longo da história brasileira, a herança autoritária portuguesa se consolida. Se impondo sobre a sociedade e construindo o sentimento de nacionalidade. O papel de Getúlio Vargas (1930 a 1945) é decisivo neste sentido. O que se chama nacionalidade ganha força aliada ao sentido cívico.

Vale lembrar que o discurso desenvolvimentista, a esperança de ser uma potência no futuro também é colonial. O marquês de Pombal foi protagonista de utilizar de medidas autoritárias para “alavancar” o progresso. O Brasil deveria cumprir o seu destino de ser “a potência do futuro”. Calcule que até hoje busque isso.

Logo, nossa democracia é jovem e ainda tem uma longa jornada para se consolidar. Mas vale reconhecer nossas origens para não nos iludirmos que somos um padrão de nação e que a receita de progresso que serve para outras nações serve para a nossa.
 
 

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