25/10/2016 às 10h33

Falta de Educação mata

Meus caros, um estudante foi morto em uma escola pública estadual, no Bairro Santa Felicidade, em Curitiba. Acredito que não há como considerar que a culpa do assassinato tenha sido o movimento de ocupação das escolas públicas estaduais. O movimento apenas criou o contexto para que o crime ocorresse.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Matar em um ambiente escolar e a força por pouco.
Meus caros, um estudante foi morto em uma escola pública estadual, no Bairro Santa Felicidade, em Curitiba. A suspeita de que ele foi esfaqueado após uma discussão com um colega e consumo de drogas. Segundo relatos de alunos, pais e professores o assassinato não tem explicação lógica e foi uma fatalidade. Não há qualquer associação a ocupação da escola. O Conselho Tutelar havia visitado a escola no dia anterior e não tinha encontrado irregularidades.

Acredito que não há como considerar que a culpa do assassinato tenha sido o movimento de ocupação das escolas públicas estaduais. O movimento apenas criou o contexto para que o crime ocorresse. O encontro entre os dois garotos em uma discussão sem profundidade o suficiente levou um a assassinar o outro. Os motivos rasos dos atos denunciam a importância da vida. O uso de drogas não pode ser considerado o fator determinante para matar ou morrer, mas sim a qualidade humana, pessoas drogadas potencializam o que se tem de bom e ruim.



abre aspas

A má qualidade humana gera nas pessoas as intenções. A crença em valores medíocres ou o sentido que move os seres humanos diante de seus atos denuncia quem as pessoas são. ”

Gilson Aguiar

Temos que parar de colocar a culpa nas drogas quando os seres humanos envolvidos com ela cometem uma estupidez. A má qualidade humana gera nas pessoas as intenções. A crença em valores medíocres ou o sentido que move os seres humanos diante de seus atos denuncia quem as pessoas são. 

Na adolescência há a busca de fazer um grande feito, de mudar o mundo, de dar um sentido a vida para que ela ganha uma dimensão de destaque. Parte considerável dos adolescentes está à busca de realizar o chamado “grande feito”. Passar pelo teste que separa os grandes guerreiros, fundados na coragem, dos miseráveis e comuns. Com as drogas a coragem aumenta, mas se o sentido do uso da “força” for torpe, pode acabar em tragédia.

Volto a repetir, não é possível fazer uma associação entre a ocupação das escolas e o assassinato do aluno em Santa Felicidade, região de Curitiba. Apenas a invasão criou o contexto que permitiu o diálogo pobre entre dois adolescentes com uma percepção rasa da vida e dispostos a morrer e matar por pouco. Talvez, neste sentido, falando de escola, faltou educação.

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