13/10/2016 às 09h00

No fio da navalha

Os sindicatos do funcionalismo público, em sua maioria ligados à Central Única dos Trabalhadores, a CUT, movimenta ações em todo o país. No Paraná, os indicativos de greve dos professores das escolas e universidades estaduais, geram insegurança a população e acendem o sinal de alerta sobre o ambiente político e econômico para o final do ano.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Agora vamos ver que é e quem não é gestor público.
Impossível negar que o país está vivendo um dos momentos mais críticos no seu ambiente econômico, social e político. A prova de fogo é agora para saber se haverá condições de manter a estabilidade mínima para garantir o retorno do crescimento, o acerto das contas públicas e a estabilidade necessária para reformas necessárias, previdenciária, fiscal, educacional e trabalhista.

A primeira vitória do governo na Câmara de Deputados foi obtida com estratégia de cobrar apoio da base aliada e fazer alianças. Chegou a se ameaçar com cortes de recursos para atender interesses das bases dos deputados que não votaram a favor do Projeto de Medida Provisória que colocou limite nos gastos públicos. 

Apesar do sucesso na primeira votação na Câmara, o governo federal está enfrentando reações das instituições sindicais, dos movimentos estudantis e dos representantes da oposição. Enfraquecido, baleado, mas não morto, os petistas continuam agindo na busca de combater o governo em todas as instâncias possíveis. 

Os sindicatos do funcionalismo público, em sua maioria ligados à Central Única dos Trabalhadores, a CUT, movimenta ações em todo o país. No Paraná, os indicativos de greve geram insegurança a população e acendem o sinal de alerta sobre o ambiente político e econômico para o final do ano. A mesma coisa acontece com o movimento estudantil e o MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Impossível negar que os movimentos são políticos e reativo ao impeachment de Dilma Rousseff e a busca d desestabiliza o governo Temer.

O atual presidente não é ingênuo e sabia disso. Também não poderá se livrar com facilidade de ter sido o vice-presidente de uma gestão fracassada. Deixou seus antigos aliados irritados e teve que fazer muitas concessões para ter de estabelecer novas alianças. O fatiamento do governo tem limite e a paciência dos interessados é curta. Dentro das bases do governo há desentendimentos que tendem a se agravar com a aproximação de uma eleição para o Governo Federal em 2018.

Esta é uma situação que ninguém pode prever onde vai dar com segurança. Mas do jeito que está, com certeza, não vai ficar. Ou temos um agravamento do ambiente econômico e social, o que pode levar o país a toda a sorte, ou há uma mudança para melhor e a estabilidade econômica e social podem dar garantias mínimas de funcionamento a um governo bastante ferido e engessado.

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