27/07/2016 às 09h04

Terror é desvirtuar a religião

Temas necessários de serem discutidos de forma sóbria e madura são contaminados pela infantilidade do radicalismo de conteúdo pobre. O mundo não é uma divisão entre o bem e o mal.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Extremismo religioso é pobreza de razão na condução da fé.
Continuando nossa conversa sobre a religiosidade, temos que entender o papel que o discurso religioso serve a sociedade contemporânea. Os atentados terroristas que assistimos não é a expressão do que o Islã significa historicamente. Entre os cristãos também se prega o terror. Em nossa sociedade, muitas das discriminações marcadas pela violência do preconceito, a exaltação a agressão e falta de racionalidade vem do fundamentalismo cristão.

Temas necessários de serem discutidos de forma sóbria e madura são contaminados pela infantilidade do radicalismo de conteúdo pobre. O mundo não é uma divisão entre o bem e o mal. Demonizar o que não aceitamos é a demonstração da nossa incapacidade de compreender a diversidade, a diferença. 

Parte considerável dos agentes do terror vive em condições de risco, é fruto de intensas frustrações e pouca capacidade de superação pela lógica humanitária. Nas prisões e extermínios de minorias se construiu uma escola de revoltados dispostos a matar indiscriminadamente. Não importam quem será executado, todos são condenados pelo senhor da morte desprovido de “bom senso”.

 
 

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