03/02/2015 às 10h43

O direito de escolher quem nos faz feliz

Pode parecer óbvio, mas não é. A escolha da convivência que nos faz feliz é uma ação difícil e ousada, em muitos casos. O exemplo emblemático é a família, ela não foi fruto da escolha, mas manter seus vínculos é algo que temos que construir através, também, do ato de escolher.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Família é escolha

Família é escolha

Felicidade é maior quando há liberdade de escolha.
Pode parecer óbvio, mas não é. A escolha da convivência que nos faz feliz é uma ação difícil e ousada, em muitos casos. O exemplo emblemático é a família, ela não foi fruto da escolha, mas manter seus vínculos é algo que temos que construir através, também, do ato de escolher. Para que ser feliz, ter consciência da relação que estabelecemos é fundamental. No ambiente familiar esta busca de consciência é uma “aventura” estimulante ou dolorosa.

Conviver não é aceitar. Nenhuma frase expressa melhor a regra fundamental da escolha das relações. Porém, há as relações impossíveis de serem mantidas. Por isso, a necessidade de romper a convivência. Ninguém deve ser considerado um monstro por não suportar manter vínculos com os que, pela tradição hipócrita, são consanguíneos. Uma família não se desfaz? Há exceções e se não soubermos detectá-las, seremos vítimas de uma “ferida que jamais cicatriza”.

Não estou fazendo aqui a apologia ao rompimento familiar, mas o maravilhoso direito de escolha que também pode construir relações saudáveis. O “ninho”, como afirma a historiadora Michelle Perrot. Ela também fala que uma família pode ser um “nó”, e muitas são. 

O que pretendo defender aqui é que não há regra absoluta para a boa convivência. Forçar a permanência de determinadas relações e convivências geram, em alguns casos, dores intensas. A ferida aberta não cicatriza por estar sempre sendo mexida. A o tempo de cicatrizar, talvez, mais que isso, a distância é fundamental para nunca mais ferir. Por isso, defender a liberdade é fundamental, poder escolher, respeitar a escolha e saber o que se quer.


 
 

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