17/09/2014 às 16h48

Onde está a maturidade

Não se nega a diferença que se deve fazer. Mas ela deve ser feita no sentido de ir além do que se espera diante de uma coletividade que limita o ser humano.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Individualidade e particularidade

Individualidade e particularidade

Particularidade e Coletividade
O mesmo elemento que impulsiona o guerrilheiro, o terrorista, extremista, impulsiona também os agressores diários. Os que utilizam de meios dos mais diversos por uma violência voltada a satisfazer os interesses pessoais. Nunca, a mediocridade particular esteve tão exaltada nos conflitos sociais como agora.

Sempre me perguntam sobre as manifestações de julho do ano passado e em junho deste ano. Tentam dar a estes movimentos um valor que não tem. Buscam afirma as manifestações de rua como uma forma coletiva de expressar o descontentamento. Um exagero, a meu ver. Um nada que se quer alguma coisa, sem ser coisa alguma.

Os movimentos coletivos expressam cada vez mais o individuo perdido na massa e desejando ser notado. Nunca se foi tão comum e se gastou tanto esforço pessoal para dar a unidade do ser um prestígio. Estamos empenhados na realização pessoal sem reconhecer o nosso papel social. 

Não se percebe que a coletividade estava aqui quando chegamos e continuará quando partirmos. Somos um intervalo de tempo na longa trajetória da humanidade. Nosso sentido de viver deve estar sempre consciente desta máxima, da condição comum de fazemos parte de um todo. Isto daria ao sentido da solidão da existência particular uma companhia eterna de viver em meio a massa humana.

Não se nega a diferença que se deve fazer. Mas ela deve ser feita no sentido de ir além do que se espera diante de uma coletividade que limita o ser humano. Aquele que rompe com o esperado e constrói algo que poucos conseguiram deve ser considerado um destaque entre todos. Por isso, um ser raro. 

Porém, estes seres são raros, existem, são necessários. São eles que fazem a civilização avançar. Os atos diferenciados não são atos espetaculares, são atitudes maduras do dia a dia. Se observarmos de forma atenta, vamos detectá-los, porém, só quem sabe a diferença entre a maturidade e a infância é capaz de perceber.

 
 

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