01/04/2014 às 13h08

Debate sobre o Golpe de 64

Acredito que muito do que consideramos um ato do governo também será explicado pela prática constante da violência dos aparatos de segurança.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Debate sobre o Golpe de 64

Debate sobre o Golpe de 64

Ditadura
Ontem, dia 31 de março de 2014, foi um dia especial. Participei de debate sobre os 50 anos do Golpe Militar de 1964. O evento foi na Câmara de Vereadores de Maringá e contou com a participação de mais de 250 pessoas. Adolescentes, em sua maioria, o público participou com questões referentes ao período. Eles não viveram o Golpe, obscuro para a maioria deles.

Nelma de Oliveira, historiadora uma das mais tradicionais e competentes professoras de Maringá, dividiu a tarefa de debater o tema comigo. Uma honra a mais, diante de um tema desafiador. Entender um dos importantes episódios da história do país é uma complexo, tem muitas facetas e nunca será uma unanimidade. Tema amplo em um tempo curto foi um desafio à parte.

Ainda estamos distante de entender como profundidade os fatos que aconteceram durante o regime militar. A Comissão da Verdade, que tem investigado os documentos secretos do regime e os atos de violência do período militar, deve seguir em frente e trazer ao conhecimento público o que ocorreu nos porões da ditadura. 

Acredito que muito do que consideramos um ato do governo também será explicado pela prática constante da violência dos aparatos de segurança. Bater pela prática de bater sem ter que explicar o porquê pode ser a lógica tola de muitos destes crimes. Dar a autonomia de agredir para quem tem não tem capacidade suficiente para entender seu significado ideológico.

Estes foram alguns dos temas que foram tratados no encontro organizado pela Escola Legislativa, da Câmara de Vereadores de Maringá. Agradeço a Joaquim dos Santos e Tiago Valenciano. Obrigado a todos que estiveram presente!

 
 

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