30/03/2014 às 21h59

A ignorância nacional

Se incluímos cada vez mais alunos na escola, é apenas no espaço físico da educação. Local nem sempre adequado a ensinar, apenas a concentrar, acumular pessoas.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Ensinar

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Educação em crise
As escolas pedagógicas se multiplicaram nas últimas duas décadas. Elas defendem desde um cognitivismo e a construção da consciência pelas relações sociais. Tudo e das mais diferentes formas de entender a construção da consciência e a articulação do conhecimento. Teorias válidas.

Porém, e no fundo de tudo, está o que consideramos necessário compreender, o papel das duas ciências básicas para o desenvolvimento do aprendizado: a matemática e a língua portuguesa. Lamentavelmente estamos mal no domínio destes dois quesitos.

No último PISA (Programa Internacional na Avaliação de Alunos) nosso desempenho é medíocre. Somos o 55º em leitura, o 58º na matemática e o 59º em ciências. Com aprender tudo sem saber o mínimo? Como conhecer se desconhecemos a lógica primária? “Estamos condenados no começo, sem meios e longe dos fins”.

Se incluímos cada vez mais alunos na escola, é apenas no espaço físico da educação. Local nem sempre adequado a ensinar, apenas a concentrar, acumular pessoas. Estamos a baixo da média mundial do PISA. Reprovamos no quesito fundamental de qualquer aprendizado. Saber ler, nos comunicarmos, é uma deficiência que nos custa caro. Também não temos na base a lógica de toda a compreensão das ciências naturais, a matemática.

Por isso, estamos sempre debatendo nas escolas pedagógicas a melhor forma de ensinar, mas estamos historicamente distante das condições mínimas da capacidade de compreensão do conhecimento. Reprovamos e não temos, em muitos casos, o direito a “recuperação”. Salvar os que estão ingressando e amenizar as perdas dos falsos alfabetizados.

 
 

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