24/01/2014 às 09h28

Japão, Coréia e Brasil: igualdade aparente e diferenças profundas

Aparentemente iguais, mas profundamente diferentes. Brasil, Japão e Coréia tem metade das mulheres fora do mercado de trabalho. Os dois países asiáticos sentem a falta de mão-de-obra qualificada que afeta o desempenho da indústria nacional.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Mulher no trabalho

Mulher no trabalho

Mulher e Trabalho
Aparentemente iguais, mas profundamente diferentes. Brasil, Japão e Coréia tem metade das mulheres fora do mercado de trabalho. Os dois países asiáticos sentem a falta de mão-de-obra qualificada que afeta o desempenho da indústria nacional. No caso da Coréia do Sul, que cresceu 3% no ano passado, poderia ter tido um desempenho três vezes melhor se tivesse pelo menos 80% das mulheres no ambiente produtivo.

O governo dos dois países asiáticos estão empenhados em incentivar as mulheres a abandonarem a vida doméstica e ingressar no mercado de trabalho. O problema é a renda. Além de ganharem menos que os homens, o nível salarial permite que um casal se dê ao luxo de ter a esposa se dedicando a vida doméstica depois do nascimento do primeiro filho. 

Coréia e Japão agora pretende mudar este quadro. Uma das medidas é aumentar o número de creches e melhorar as condições da mulheres na economia. Aumento de salários, carreira promissora e buscar a qualificação feminina para os cargos de liderança. Elas já são qualificadas.

No Brasil, o quadro é semelhante em relação ao percentual de mulheres no mercado de trabalho, é de 60%. Mas, aqui, elas são desqualificadas e abandonam a educação quando tem o primeiro filho. Principalmente entre a população de menor renda. 

Nos países asiáticos, a vida doméstica e a ausência da mulher no mercado de trabalho é uma escolha, uma comodidade. No Brasil uma consequência da desqualificação, discriminação e marginalização da mulher. Por isso, as aparências enganam.

 
 

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