15/01/2014 às 09h39

Cidadania no Consumo

Somos consumidores e seremos por toda a vida. O que temos que aprender é a utilizar esta ação para um sentido maior, dar ética ao consumo.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Consumo Consciente

Consumo Consciente

Consumo consciente
Somos consumidores e seremos por toda a vida. Isto é inegável e impossível de ser evitado enquanto prática em uma sociedade de mercado como a nossa. O que temos que aprender é a utilizar esta ação para um sentido maior, dar ética ao consumo.

Parte considerável de nós não percebemos o efeito que podemos fazer se utilizarmos mecanismos de mudança ligados aos bens que adquirimos no mercado. Nos ambientes de compra, quase sempre elaborados para a sedução, temos que ter um comportamento racional e colaborar para a melhora na relação com as empresas e produtos.

Um estudo feito pela Consultoria Haras Worldwide, em 31 países, aponta o grau elevado de preocupação dos brasileiros com os produtos e empresas. 93% dos consumidores se preocupam em escolher um produto com uma marca que esteja comprometida com ações sociais. Também, 97% dos consumidores nacionais consideram que podem influenciar nas ações da empresas que fabricam e vendem os bens que eles consomem. A questão é como?

Em 1980, no livro “A Terceira Onda”, do futurologista norte-americano Alvin Toffler, surgiu o termo “proconsumo”. Ele está associado a formação de um consumidor proativo, capaz de interagir com serviços e produtos através de uma relação com as empresas que os geram. 

Na década de 1990 esta preocupação chegou ao Brasil e ganhou força nos últimos dez anos. Empresas como a Totvs tem aberto cada vez mais canais com seus clientes e consumidores. Hoje, estes canais já representam a terceira fonte de inovação da empresa e da avaliação de suas ações. 

Falamos tanto em responsabilidade do consumidor e o proconsumo é um passo importante para isso. Temos que avaliar a real necessidade do que se consome e sugerir mudanças nos produtos e serviços. Se posicionar em relação as ações das empresas, tanto sociais quanto econômicas. Empresas envolvidas em escândalos devem ser criticadas, pressionadas a mudanças.

Mesmo na crítica que se faz a produtos na internet, participando de avaliações de produtos, deve-se ter responsabilidade. Apontar problemas tem que ser acompanhado de uma comprovação e de sugestão. Não precisamos ser especialistas em determinados produtos e serviços para apontarmos nossa insatisfação com eles. 

As empresas já não podem abrir mão dos consumidores como referência, orientação para o desenvolvimento de seus produtos. Muitas já tem canais diretos para permitir aos seus usuários, consumidores, que analisem e apontem problemas, também que geram novos produtos. 

Você já imaginou o quanto se pode fazer com ações que partam de nós? Quantas pessoas podemos encontrar buscando os mesmos interesses e colaborando para a melhora na qualidade de vida? Com boa informação fazemos escolhas melhores e promovemos o bem comum.

 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS