30/09/2013 às 08h55

Falta de respeito

A educação é sempre a “menina dos olhos” de todo o discurso sobre o futuro do país. O discurso sobre o professor é o símbolo da falácia.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Professor

Professor

Professor mal tratado
A educação é sempre a “menina dos olhos” de todo o discurso sobre o futuro do país. Há quanto tempo? Muito. Porém, e sempre há um porém quando se fala de educação, as metas promissoras pouco se realizam. O discurso sobre o professor é o símbolo da falácia. Sem ele, nada se realiza, mas quem disse que ele existe para realizar?

Descrever a imagem de um profissional tão diversificado, em tantos lugares, e de tantas formas, é sempre correr o risco da generalização. Sendo assim, é melhor se ater a regra. E ela nos aponta um profissional a margem, quase marginal. Os cursos preparatórios para a docência são um termômetro, poucos querem ser professor, metade desiste no caminho.

O preocupante é que, diante de uma história de marginalidade, a escolha acaba se associando a imagem. Muitos buscam na docência uma profissão de pouca exigência. Uma forma de ganhar notoriedade sem ter qualidades. É duro, mas é verdade. Tem muito professor ruim por aí. 

Contudo, há os que tem qualidade, são ótimos profissionais apesar de tudo. Lutam contra um estado que não lhes dá condição ou contra um empresário da educação que os trata com um qualquer. Os dois querem resultados. O primeiro, político, quer aprovação para transformar a quantidade em qualidade. O segundo gosta da farsa educacional, busca a satisfação do cliente – família e aluno – a qualquer preço, nem que seja sacrificar o docente pela humilhação.

Os professores do Rio de Janeiro estão atravessando um momento singular, tratados com falta de educação. Os policiais, assim como eles, volta e meia se identificam pela maneira com que ingressaram no corpo de funcionários do estado. Uns pela qualidade de prestar o serviço, outros, por não ter alternativa ou gostar da violência, tendo ela como principal função. Porém foram contratados para preservar a paz.

 
 

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