29/07/2013 às 09h43

Quanto custa um filho?

Pesquisa mostra o quanto custa um filho até os 23 anos. Mas entre gasto e investimento há uma diferença significativa na criação da prole.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Quanto custa um filho?

Quanto custa um filho?

Família
A procriação é um elemento vital para a continuidade da vida
humana. Há que ser feita, mas ela esconde armadilhas em uma sociedade que
transformou a convivência entre pais e filhos em um objeto de troca.
 
Não é novidade que cada um de nós tem um preço nesta
sociedade, mas quando colocamos na ponta do lápis a trajetória monetária de uma
vida, o susto pode ser grande. Se resumirmos na pergunta entre ter um filho ou
aplicar em investimentos o que se gastaria para mantê-lo, eu diria que muitos
optariam pela multiplicação de seus recursos.

Mas a escolha não é tão simples assim. Não estamos diante de
uma opção e sim de uma condição. Ter o filho não é resultado de uma reflexão
financeira. Porém, saber criá-lo pode se transformar em um prejuízo imenso.

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent) apresenta os números dos gastos com filhos até os 23 anos. Ela divide as despesas por classes, dependendo da renda familiar. O que por si já é um dado interessante ao colocar em patamares razoáveis as faixas de renda, bem diferente das que anunciam a emergência social.

Nas famílias de melhor renda, acima de R$ 23 mil, os gastos entre o nascimento e os vigésimo terceiro ano de um filho correspondem a mais de R$ 2 milhões. Destes, 34%, ou seja, R$ 703 mil são com estudos. Com lazer é de R$ 403 mil. Em faixa de renda menor, até R$ 2 mil mensais, a Classe D, os gastos com lazer atingem R$ 4,8 mil. Muito pouco e ainda mal gasto.  O que é um problema para todas as classes sociais.

Parte considerável do que se gasta não irá garantir a emancipação. A renda se compromete tanto nas despesas de quem sustenta quanto na eficiência do que se gasta para garantir uma formação adequada ao filho. Não podemos esquecer que há uma diferença entre gasto e investimento. O primeiro tem que ser menor que o segundo quando se fala em gastos com a prole.

Para uma redução dos gastos é necessário planejar e não investir no impulso emocional ou na estética como fator primordial na aquisição de bens para crianças e jovens. É neste ato que eles aprendem o sentido de ter dinheiro, de fazer investimentos e reduzir despesas. 

 
 

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