23/06/2013 às 11h35

Educar não faz diferença sem correr riscos

A educação está em crise ou não? Considero que o principal alimento desta crise está no ambiente educacional tomado pelo comodismo de fazer o de sempre e exigir ser visto com necessário.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Educador sem Crítica
Aqui pretendo ressaltar que a educação para os educadores é um dilema e o fundamento é a falta de ação por comodismo. Coloca-se a crítica ao significado de educar e como podemos superar o descaso com o educador. Mas não estaria parte deste descaso no sentido que a educação tem para o educador e a função que ele exerce. Não estamos dialogando dentro de um ambiente carregado de elementos que não estão interessados na transformação que o educador exerce e, neste caso, a própria educação, dentro do corpo social.
Hannah Arendt me inspirou

Hannah Arendt me inspirou

Os professores tem sempre uma crítica profunda ao papel que a educação exerce, eles não aceitam a condição de cobrança que recai sobre o educador, mas temos uma postura de intelectuais da ciência? O físico faz algo mais do que simplesmente explicar fórmulas? Caminhamos em outro sentido do que aquele que é estabelecido pelas regras de convenção social da normalidade? Elas sempre se resumem em: “se discordar das coisas como são posso ser reprimido pela cadeia estrutural do sistema normativo” – resumindo: se sair do “eixo” serei castigado. Assim, quero ser crítico sem correr riscos.

Os professores, os verdadeiros, são cientistas, são intelectuais, são formadores, e tem que tomar este papel diante dos dilemas sociais. Não podemos nos acovardar de nos posicionarmos. Quem o faz está encoberto pelo comodismo, não tem sua função colocada em risco. Quer o que a maioria dos seres humanos quer hoje, o reconhecimento de fazer a diferença sem sair do lugar. Quer cobrar o respeito sem se dá-lo. Não merece o valor, mas o considera necessário para colher apenas os benefícios.
 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS