22/06/2013 às 00h27

Filosofia de ontem e hoje

Quando olhamos rapidamente para as defesas dos filósofos clássicos, percebemos que a atualidade merece ser vista pelo olhar do passado.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Filosofia
Esta semana estarei preparando minhas aulas para a disciplina de Fundamentos Filosóficos e Históricos da Educação. Um desafio para desenvolver a relação entre o ato de pensar e a educação. Entre os pensadores mais importantes entre os clássicos gregos está Sócrates. A forma de vida que levava aproxima-se do que se espera de um educador, “incentivar o pensamento”, “parir as ideias”. O “pai da filosofia” parece não querer mais que isso.

Platão, seu principal discípulo aceitava está máxima e considerava que está dentro de cada um de nós a capacidade de entender o mundo por um conhecimento que repousa dentro de nós e tem que ser despertado. Ele buscou isso. A necessidade de ser livre passa pela capacidade de entender o que está a nossa volta. A mente deve correr atrás da lógica que justifica a nossa existência.

O fim de Sócrates é emblemático. Morreu por não abdicar do que acreditava. Ele assumiu a condenação a morte por entender que se a negasse, tentasse escapar, não seria digno do que defendeu a vida inteira. Quando foi indagado sobre o porquê não fugia, já que tinha filhos. O filósofo retrucou, eles não foram condenados comigo, por que a existência deles tem que pesar sobre minha sentença.

Será que temos algo pelo que vale morrer? Se temos, vale a pena viver pelo mesmo motivo.

 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS