publicado em 21/06/2013 às 20h46
e atualizado em 22/06/2013 às 08h21

Pessoas são difíceis! Sou uma delas.

Fazer a autocrítica não é uma tarefa fácil. Admitir, diante do espelho, que somos, muitas vezes, tão condenáveis quanto os que condenamos.

Gilson Aguiar - contato@gilsonaguiar.com.br
Reflexão
Como o ser humano descontenta. Ridículo, ganancioso, mesquinho, invejoso, traiçoeiro, poderia ficar aqui listando interminavelmente o mal da humanidade. Gritar o quanto sou vítima deste mar de gente que me cerca. Às vezes penso que eles estão organizando um complô contra mim. Uma artimanha orquestrada.


Pois bem, saiba que faço todos estes reclames diante do espelho. Reclamo a mim mesmo como quem se considera inocente e necessita olhar para sua imagem e convencer-se. Um ato de quem não está à procura da verdade, ma apenas buscando um cúmplice. A forma de conversar com o  reflexo invertido é para, por um instante, pensar que há outro diante de mim. Sentir-me acompanhado na denúncia que também me cabe.

Esta armadilha tem um segredo, além do disfarce de dialogar com minha cumplicidade. Não teria ninguém que, ao ver reclamar de todos e colocar sobre mim o único manto da pureza, concordaria com minha inocência. Sou culpado, sou humano, sou igual aos demais. Também sobre mim há reclamações inúmeras. O ser humano é realmente perigoso. Todas as vezes que me vejo diante do espelho, me convenço da intimidade de muitos deles.
 
 

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