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Quem nunca enfrentou uma situação que exigia uma escolha difícil, capaz de definir seus princípios morais e intenções? São nesses momentos que refletimos sobre a existência (ou não) de um comportamento ético, definimos nossos interesses e avaliamos como alcançá-los.
Imagine a seguinte cena: um representante de uma empresa, em viagem a trabalho, se hospeda em um hotel. No check-out, ao acertar a conta, pergunta o valor das despesas. O atendente informa o valor, ele paga e, em seguida, é questionado: “Qual valor deseja colocar na nota fiscal?”
Eis uma oportunidade de superfaturar a nota e lucrar com isso. Ele deve ou não aceitar?
Por trás desse dilema aparentemente simples, há uma questão fundamental: a intenção das pessoas envolvidas. O fato de o atendente fazer essa pergunta sugere que não é a primeira vez que isso acontece. Ele expõe, assim, uma prática já consolidada. A corrupção e a ação antiética, nesse caso, são consequências de um hábito. A prática já foi repetida inúmeras vezes e se tornou rotineira.
Essa situação não está isolada. Pense nessa condição em diferentes contextos, relações e escalões de poder. Práticas imorais e antiéticas muitas vezes se tornam tão atraentes e comuns que acabam sendo o principal motivador para que pessoas atuem em determinados espaços sociais.
Por exemplo:
Diante desses exemplos, fica claro que a ética se manifesta no momento da escolha. É quando decidimos colocar nossos interesses pessoais acima dos interesses coletivos que a moralidade é testada. A ética deve ser a base de todas as relações, garantindo o respeito aos princípios e às consequências das ações para todos os envolvidos.
Preservar os interesses das pessoas e agir de acordo com as normas legais e morais é um ato ético fundamental. É assim que se alcança uma prática justa e equilibrada, essencial para a construção de uma sociedade mais íntegra e marcada pelo respeito.