Jornalista » Comentário

Lamento que a democracia, a racionalidade, a liberdade ocidental criada ao longo de séculos com dor revolucionária esteja ameaçada pela ignorância impregnada no comando da tão anunciada “Pátria Educadora”.
Temo o chamado "Elemento Facilitador". Quando a regra é desobedecida no dia a dia, na obra de fazer de forma mal feita o que se defende a perfeição. Na sala de aula, na relação do professor com o aluno é que a educação pode emergir ou naufragar.
Na busca de resolver o calendário prejudicado pela greve de 49 dias, surgem propostas que comprometem conteúdo e carga horária para fazer um ano letivo em seis meses de aula.
200 dias letivos e 800 horas de aula, esta é a carga mínima que deve ser cumprida pelas escolas estaduais que retornam as aulas. Pelo menos metade das escolas terá um calendário remontado para poder atender esta exigência depois de 49 dias de paralisação.
Hoje os professores da rede pública estadual podem decidir pelo fim da greve que já dura mais de 45 dias. O desgaste da educação alimenta políticos que se autoelogiam como "salvadores da pátria".
Da mesma forma que pouco importa o destino do lixo que colocamos na calçada para ser recolhido, os presos nos despertam pouco interesse.
O grande número de jovens desempregados é resultado da falta de experiência. A busca pelo emprego requer sacrifício, o que está em baixa nos dias de hoje.
O ambiente esportivo atrai, também, as grandes empresas. Os mais diferentes ramos de negócios, para não dizer todos, se interessam em ter suas marcas associadas a clubes, seleções e os grandes craques do futebol. Um campo atraente para quem quer ver a riqueza se multiplicar.
Os professores acenam em aceitar o parcelamento desde que o governo pague abono salarial. O que indica o interesse em aceitar a proposta governista.
Não é só o Estado que não investe, é a população que não se interessa pela escola. Se fosse o contrário, não se permitiria fazer o que se faz com o ensino.

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