Jornalista » Comentário

Há uma casta no poder. O estado é formado por grupos de mando e desmando que se tornaram senhores do Estado e ocupam os cargos vitais para a continuidade da vida da economia, da sociedade, do cidadão.
A morosidade dos reparos afasta os serviços públicos do cidadão. O comando da Polícia Militar em Maringá admite que o atendimento aos chamados do 190 são os que tem o maior prejuízo por falta de agilidade, falta veículos.
Como afirma o filósofo polonês Adam Schaff, no futuro se há de poder medir o significado do que estamos construindo hoje. Por isso, a mudança já está em curso, está acontecendo. Como somos seus autores, nem sempre a percebemos.
A estabilidade nos cargos públicos é um fato. A demissão de um servidor por incompetência é algo improvável. Os professores tem nesta condição uma garantia de agir sem correr riscos.
Estamos convivendo com a democracia e isto é coisa recente. Ainda estamos engatinhando na capacidade do exercício da cidadania. E a forma como o poder é constituído hoje ainda tem a herança dos vícios que falamos anteriormente.
O governo pretende cortar nos gastos com imóveis, a venda inclusive de apartamentos funcionais, que não são poucos. A medida também fala do corte de cargos comissionados, redução de diretorias e departamentos dentro da máquina pública.
Nós temos uma visão de que a corrupção, a propina, é prática que marcam os crimes “do colarinho branco”. Não, ela é uma prática diária, comum, construída no dia a dia. Há uma produção de intenções em corromper.
O país está discutindo a moral, a ética, a tributação. Há uma propagação de indignação com as denúncias da Operação Lava Jato, a indignação com os déficits públicos e a ameaça de inflação e aumento de impostos.
Nem todos os maníacos são criminosos e nem todo o ato criminoso acaba sendo denunciado para o aparato de segurança.
A presidente defendeu a democracia e o voto. Disse que só o povo em sua soberania nas eleições pode fazer mudanças. Contudo, ela também não assume que o eleitor que a manteve no poder, em grande parte, fez por não saber o tamanho do arrombo econômico.

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