A Lei que está em tramitação no Legislativo brasileiro quer incluir homens públicos como beneficiários do “Esquecimento”. Além disso, eles querem criar obstáculos para que agentes policiais ou órgãos públicos possam investigar dados na internet, somente com mandado judicial.
Acredito que há mais o que fazer. Uma nova composição política de ser organizada para a tomada do poder e sua continuidade. A governabilidade para ser garantida vai mostrar uma nova face.
A ramificação que as investigações da Operação Lava Jato aponta são inúmeras, por isso a sua fragmentação, com membros do STF (Supremo Tribunal Federal) desejam pode enfraquecê-la. São casos como este que denunciam que a corrupção é propagada e integrada.
70% dos entrevistados não leram um livro se quer no ano passado. O levantamento também aponta o quanto a atividade cultural não é a principal opção de lazer dos brasileiros, a TV é que tem a atenção em primeiro lugar na pesquisa da Fecomércio (RJ).
Uma crise econômica é suportável quando podemos perceber que há futuro. Se estamos caminhando para uma saída, enfrentar obstáculos, conviver com contradições e conflitos são sacrifícios necessários e suportáveis.
Torna-se mais real o direito de consumir do que o de participar e reivindicar. A igualdade que tanto se almeja no regime participativo não é o que se quer no mundo do consumo. Não queremos que todos tenham acesso aos bens que se diferenciam.
Há uma casta no poder. O estado é formado por grupos de mando e desmando que se tornaram senhores do Estado e ocupam os cargos vitais para a continuidade da vida da economia, da sociedade, do cidadão.
A morosidade dos reparos afasta os serviços públicos do cidadão. O comando da Polícia Militar em Maringá admite que o atendimento aos chamados do 190 são os que tem o maior prejuízo por falta de agilidade, falta veículos.
Como afirma o filósofo polonês Adam Schaff, no futuro se há de poder medir o significado do que estamos construindo hoje. Por isso, a mudança já está em curso, está acontecendo. Como somos seus autores, nem sempre a percebemos.
A estabilidade nos cargos públicos é um fato. A demissão de um servidor por incompetência é algo improvável. Os professores tem nesta condição uma garantia de agir sem correr riscos.
Estamos convivendo com a democracia e isto é coisa recente. Ainda estamos engatinhando na capacidade do exercício da cidadania. E a forma como o poder é constituído hoje ainda tem a herança dos vícios que falamos anteriormente.
O governo pretende cortar nos gastos com imóveis, a venda inclusive de apartamentos funcionais, que não são poucos. A medida também fala do corte de cargos comissionados, redução de diretorias e departamentos dentro da máquina pública.
Nós temos uma visão de que a corrupção, a propina, é prática que marcam os crimes “do colarinho branco”. Não, ela é uma prática diária, comum, construída no dia a dia. Há uma produção de intenções em corromper.
O país está discutindo a moral, a ética, a tributação. Há uma propagação de indignação com as denúncias da Operação Lava Jato, a indignação com os déficits públicos e a ameaça de inflação e aumento de impostos.
Nem todos os maníacos são criminosos e nem todo o ato criminoso acaba sendo denunciado para o aparato de segurança.

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