Hoje os professores da rede pública estadual podem decidir pelo fim da greve que já dura mais de 45 dias. O desgaste da educação alimenta políticos que se autoelogiam como "salvadores da pátria".
Da mesma forma que pouco importa o destino do lixo que colocamos na calçada para ser recolhido, os presos nos despertam pouco interesse.
O grande número de jovens desempregados é resultado da falta de experiência. A busca pelo emprego requer sacrifício, o que está em baixa nos dias de hoje.
O ambiente esportivo atrai, também, as grandes empresas. Os mais diferentes ramos de negócios, para não dizer todos, se interessam em ter suas marcas associadas a clubes, seleções e os grandes craques do futebol. Um campo atraente para quem quer ver a riqueza se multiplicar.
Os professores acenam em aceitar o parcelamento desde que o governo pague abono salarial. O que indica o interesse em aceitar a proposta governista.
Não é só o Estado que não investe, é a população que não se interessa pela escola. Se fosse o contrário, não se permitiria fazer o que se faz com o ensino.
A história do país sempre teve um foco nos personagens que ocuparam os cargos do Executivo. Mas a cadeira que sustenta o governante está no Legislativo.
A multiplicação das religiões, igrejas e partidos se mostra lucrativo para seus líderes. Não há respeito o fiel ou ao cidadão, há apenas a sua manipulação em nome dos interesses, muitas vezes financeiros, de quem comando o partido ou a Igreja.
Entre as propostas rejeitadas está o “Distritão”. O que faria dos candidatos mais votados ao Legislativo serem eleitos pela quantidade de votos. Acabar com os puxadores eleitorais. Porém, a proposta foi rejeitada.
Governo do Estado joga pesado e dá cartada final contra o movimento de paralisação dos professores da rede pública e ensino e universidades estaduais.
A greve dos servidores públicos estaduais continua, mas esta semana ganha uma tonalidade dramática. O desgaste do governo já é certo, mas a do movimento grevista, principalmente dos professores da rede pública estadual, também é.
A Lei de Acesso à Informação já tem quatro anos e ainda não é cumprida plenamente pelos órgãos públicos. Dos 27 Estados brasileiros, 10 estão reprovados em matéria de transparência.
Se fosse dar um fim ao impasse entre professores e o poder público, me inspiraria nos cortes que poderiam ser feitos nos gastos públicos para investir na educação.
Pessoas que sempre estão envolvidas com outras, não conseguem encarar a solidão, tem carência excessiva e demonstram uma dificuldade de lidar consigo mesmo. Tema tratado em uma entrevista incrível, com Adriana Furlan.
O endurecimento do governo se traduz em uma estratégia de reverter a força dos grevistas. Caso ceda, o governo se desgasta e dá sinais de enfraquecimento que abrem brechas para outras ações do funcionalismo em setores como a saúde e segurança.

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