O teatro do caos começou a ser construído na década de 1950 e se acelerou nos últimos 20 anos com o ambiente de consumo de veículos e caminhões, uma tendência de renovação da frota sem a renovação da malha rodoviária.
Hoje o Mundo acordou com uma má notícia. A democracia, a liberdade de escolha, pode ter um preço elevado quando o voto fundado no sentimento imediato faz emergir um ditador. Com Hitler não foi diferente.
O susto também está em prejuízos que as rodovias trazem todos os anos. Os defeitos nas pistas acarretam anualmente um prejuízo de R$ 46,7 bilhões. Só com gastos com acidentes, o prejuízo anual soma R$ 12,3 bilhões. A perda de óleo diesel com as condições da estrada que exigem mais consumo dos caminhões é de R$ 2,1 bilhões, são 749 milhões de litros desperdiçados. E nestes valores não estão contabilizados os gastos com mortes, indenizações e pensões.
As eleições para o governo paranaense promete ser agitada. As famílias ligadas a política, tradicionais no Paraná, devem estar em cena. Desejando o poder e usando de suas bases para isso.
Quando o hábito fica impregnado de tanto ser cometido, ele deixa de ser possibilidade e passa a ser destino. Se espera que sempre aconteça da mesma forma. Com a violência não é diferente, assim como, com a impunidade.
Ainda vem a velha questão: Toda esta manifestação com ocupação de escolas contra a reforma na educação e a PEC do teto dos gastos públicos trará efeito? Tudo indica que não. Até agora, tem sido “um tiro no próprio pé”.
Mas é nas disputas entre paulistas e mineiras que ainda se concentra parte considerável do jogo de poder no país. Nas eleições municipais que se mede o efeito dos líderes em sua região de apoio. Nele se dá uma dimensão da força eleitoral e da capacidade de acordos para se organizar a estratégia para daqui dois anos.
Há uma diferença entre mudar os móveis de lugar e mudar de casa. Podemos até trocar os móveis, mas nem todos saem do lugar. Contudo, a mobília rearranjada ou trocada dá uma sensação de casa nova. Será?
Há sempre que se pensar que na disputa entre representantes de poderes, as intenções vão além do cargo. Estamos vivendo um momento de tensão. Há neste contexto a oportunidade de execução dos mais diversos interesses.
Meus caros, um estudante foi morto em uma escola pública estadual, no Bairro Santa Felicidade, em Curitiba. Acredito que não há como considerar que a culpa do assassinato tenha sido o movimento de ocupação das escolas públicas estaduais. O movimento apenas criou o contexto para que o crime ocorresse.
Precisamos conhecer neste país os mecanismos de manutenção de homens públicos por tanto tempo como “senhores do poder”, marcados por práticas excessivas. E diante disso, combater, principalmente, a casta intocada dos senhores do poder.
O Estado não tem mão dura sobre o que é cumprido dentro de sala de aula, não administra de forma precisa e próxima o ambiente escolar. Muito do que acontece no dia a dia das escolas demonstra descaso, falta de seriedade e qualificação por parte de muitos docentes.
Os sindicatos do funcionalismo público, em sua maioria ligados à Central Única dos Trabalhadores, a CUT, movimenta ações em todo o país. No Paraná, os indicativos de greve dos professores das escolas e universidades estaduais, geram insegurança a população e acendem o sinal de alerta sobre o ambiente político e econômico para o final do ano.
A habilidade de um homem público, muitas vezes, é saber lidar com estes sentidos e valores do eleitor. Esta forma criticada e praticada constantemente de acreditar no salvador da pátria, na resolução dos problemas de forma milagrosa, de fazer as coisas serem apenas por boa vontade do gestor.
Nas campanhas, a mudança fez parte da promessa, porém, o histórico dos candidatos demonstra uma fidelidade de eleitores e de práticas políticas ainda eficientes. A população tem nas necessidades imediatas e na convivência no bairro um fator determinante para a escolha do candidato.

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