Dilemas nas Instituições

Estamos perdendo o sentido da coletividade? Acredito que sim. Há uma propagada valorização dos interesses pessoais diante dos verdadeiros problemas que devem ser discutidos. Um dos principais vilões desta miopia na análise dos problemas sociais está na forma como as relações sociais tem se estabelecido. Cada um se transformou em um “astro-rei” onde os demais parecem orbitar em torno de seus interesses.

Este excesso de particularidade não vem acompanhado de um planejamento em longo prazo. Muito por não temos uma perspectiva lógica do mundo que nos cerca e nem do papel que exercemos. As mensagens que nos cercam ressaltam o merecimento sem qualquer obra que o justifique. Os discursos de autoajuda seguem esta sintonia e se ineficazes para resolver este impasse entre o “eu” e os “outros”.

Em duas instituições vitais na vida social, na família e na empresa, esta relação conflituosa entre o indivíduo e a sociedade se expressa e gera problemas de grandes proporções. A família, por exemplo, está no centro da iniciação ao consumo de bebidas alcoólicas, na homofobia, na violência contra a criança e contra a mulher.

  • A perda da responsabilidade individual no convívio social: No estímulo excessivo aos interesses pessoais estamos perdendo a compreensão da participação da nossa existência;
  • A lógica imediata em detrimento do sentido em longo prazo: O endividamento das famílias no pais é uma expressão desta afirmação. O crescimento se dá pelo uso, principalmente do cartão de crédito. Esta condição tem uma relação direta com o que chamamos de ambientação e consumo cultural.
  • As instituições sociais e a formação do indivíduo: Como instituições como família e empresas expressam a crise de identidade individual e podem ser uma resposta positiva.


 

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