Salva vida ou mata o bolso?
dezembro 27th, 2011Author: Gilson AguiarO Conselho Nacional de Trânsito (Contran) revogou a necessidade de sinalização em vias públicas e rodovias para identificação de trechos com radares, controladores de velocidade, ou que alguns chamam de pardais. Mas a crítica sempre foi de que os “salva vidas”, como também são chamados, no fundo “matam o bolso”. Em Maringá, os radares fixos, colocados em diversas vias, são considerados um meio de alimentar a “indústria da multa”.
Minha opinião se divide, não considero de todo ruim retirar os avisos de radares nas vias e rodovias. Temos que controlar o pé no acelerador de qualquer forma. O que me incomoda é o estímulo constante ao consumo do veículo como meio de transporte. As propagandas e a disposição das vias públicas o favorecem. Leis falam menos que o falso “prazer de dirigir”.
Nós precisamos imediatamente de políticas públicas voltadas ao transporte coletivo. Meios de deslocamento com conforto, baixo custo e segurança, que dispensem o uso de motocicletas e automóveis. Se for para ter um transporte individual que seja a bicicleta, mas com segurança.
Sempre temi a o comportamento do homem público, mas o pior é a incapacidade de raciocínio do eleitor. Mobilizarmos-nos por um transporte coletivo de qualidade deveria ser uma prioridade. Mas o cidadão é mais consumidor do que um membro da coletividade. Logo, ele ama o financiamento em longo prazo e, contraditoriamente, está muito pouco preocupado com o futuro, mesmo com um carnê de 60 meses nas mãos.
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