Archive for the ‘Diário de Bordo’ Category

Feliz Ano Novo Cidadão!

segunda-feira, janeiro 2nd, 2012

Reportagem de Luciana Peña traz uma enquete no primeiro dia do ano. Na pergunta, o que o brasileiro espera de 2012. Saúde, segurança e trabalho despontam como alguns dos principais desejos no novo ano. Mas há outro desejo que cresce, em um ano eleitoral, o combate a corrupção, o fim do mal maior.

Se formos considerar os desejos, o maior impedimento para que se realizem é a corrupção. Os investimentos perdidos, o alimento do câncer burocrático, de uma máquina pública viciada pelos parasitas, destrói qualquer desejo coletivo.

Este é um ano de eleição municipal, esfera do poder público que surte efeito mais rápido na vida do cidadão. A cidade é o território em que a vida pública se confunde com a particularidade com maior intensidade. Se quisermos iniciar mudanças, elas devem ser no próprio quintal.

Transparência na vida pública implica em entender seu funcionamento. A grande maioria dos nossos problemas ocorre de não conhecermos a dimensão do poder que temos. A cidadania exercita na organização coletiva, na mobilização da sociedade civil organizada é um instrumento fantástico de poder.

Não podemos ter medo, juntos somos mais, só somos frágeis. 2012 é o ano de aprender que o poder público representa e não oprime. O representante público tem que prestar contas e não fazer o que bem entende. Feliz Ano Novo CIDADÃO!

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A “Ilha da Fantasia”

domingo, janeiro 1st, 2012

O que falar do país que abandona a si e abraça o sonho como sua história? Ilusão de quem faz propaganda da mentira para não encarar a verdade, dolorosa, mas educativa. Minhas palavras não são inéditas, é apenas a reinterpretação de um texto a ser lido e relido, na edição de 28 de dezembro de 2011, com o título “Momento de aprender”.

O país celebra ter se tornada a 6ª economia mundial, retrata a superação do anonimato mundial, exalta o preço elevado do custo de consumo de bens de luxo como cidades tradicionais dos países desenvolvidos. No Rio de Janeiro o custo de alguns bens e serviços é maior que Paris.

Mas o que aparentamos não é o que somos. Somos o luxo e o lixo. Fantasia o progresso sem dignidade. Ainda temos destaque na miséria, na violência e na desigualdade de renda.  Estamos dominados pela idéia do condomínio fechado.

Queremos o mundo cercado por falsos muros, de diversas formas, que nos proteja de um suposto mal. O inimigo que reside do outro lado é mais íntimo do que pensamos. Ele é fruto de nossos enganos de acreditar que podemos viver do bem estar sem ser atingido pelo descarte humano que promovemos.

Em alguns lugares nós acreditamos que podemos transformar uma cidade em condômino. Maringá acredita que será eternamente protegida pelos seus muros. Os espaços residenciais de ilusão se multiplicam cercados, de muros ou valor. Mas nós somos o todo, não o selecionado grupo de vizinhos. A vida não é as escolhas de consumo, mas as condições que produzimos o que está a venda sem controlar o destino dos descartáveis.

 

 

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Por trás, em família, na intimidade do poder

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

As condições que mantém o poder são complexas, mas é difícil delimitar o que é certo e errado. Para nós, reles mortais e cidadãos comuns, acreditamos que entre a função do representante público e seus atos deve-se cumprir a regra. Mas a lógica que mantém o líder no governo é outra.

Dois fatos marcaram a última semana de 2011. Em entrevista a CBN Maringá, Ricardo Barros, Silvio Barros e Mário Hossokawa revelaram as tramas de se manter a governabilidade. É o jogo da política que, para se jogar, tem que se ter vocação.

A família barros está se retirando, nominalmente, do Poder Executivo de Maringá. Silvio não pode se candidatar para um novo mandato, mas já anunciou o apoio ao seu vice, Roberto Pupin, ambos do PP. Ricardo Barros, líder da sigla, irmão de Silvio, articulador principal da vida pública do grupo que representa, já traçou a estratégia para que a vitória de Pupin possa se garantir. Também articula o retorno do sobrenome ao poder para 2016. Silvio deve sair da prefeitura um ano antes do final do mandato.

A estratégia permitiria a Roberto Pupin ganhar o conhecimento e confiança do eleitor, transferir o legado de Silvio Barros. Dar segurança de continuidade em uma administração que tem aprovação para a maioria da população municipal.

Silvio Barros pode assumir uma secretaria estadual. O próprio Ricardo Barros abriria espaço para o irmão, já que ele anunciou sua saída da administração Beto Richa. O PP ficaria com o direito a uma secretaria estadual, possivelmente a do Meio Ambiente, área em que Silvio tem uma vasta experiência. O poder também se define na “macarronada em família”.

Mário Hossokawa deu outra demonstração de bastidores que definem o poder. Desta vez não é em família, pelo menos não com o mesmo sobrenome. Em entrevista a CBN Maringá, o presidente da Câmara de Vereadores de Maringá declarou que a votação do aumento dos subsídios dos parlamentares municipais, em uma sessão de afogadilho foi uma troca: corte dos cargos comissionados por aumento dos salários.

Qual seria a relação entre aumento do salário de vereadores e corte de CCs indicados pelos vereadores?

Talvez, talvez e, somente talvez, nunca se quer perder a receita. Para toda a perda deve haver compensação. Qual? É só refletir.

Não se pode generalizar, não se pode acusar sem provas, mas pode se lembrar dos fatos. É comum que vereadores indiquem os cargos comissionados. Há, também, a prática ilegal, em alguns casos, de parlamentares ficarem com parte considerável dos salários dos CCs.

O que tenho certeza, em meio a tantas dúvidas, que quem aceita perder quer ser compensado.

 

 

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Notas do dia

terça-feira, dezembro 20th, 2011

Produção agrícola é jogada no “ralo” por falta de infra-estrutura. Da colheita ao armazenamento, o desperdício chega a 10% da produção. Milhões de reais são desperdiçados. Parte considerável destas perdas poderia ser evitada. Este condição deteriorada de produção e escoamento se arrasta no país. Morremos pelo excesso ou pela falta, neste caso é a junção dos dois elementos. Não falta comida, mas ela vai para o lixo, por descuido, antes de chegar na boca.

Indústria do contrabando está em alta e gera uma indústria de consumo. Os meios para transportar a quantidade imensa de cargas contrabandeadas têm frota de veículos leves e caminhões. Milhares são apreendidos e o volume de automóveis e caminhões já representa uma verdadeira fortuna, mais de R$ 80 milhões.

Inclusão digital está em alta. O principal carro chefe do crescimento da banda larga no Brasil é a telefonia móvel. A integração destas redes está condenando algumas formas tradicionais e coletivas de uso da telefonia, o “telefone público”. A grande maioria está em desuso, ou simplesmente quebrada, mas quase ninguém sente falta.

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O excluídos da Copa

terça-feira, dezembro 20th, 2011

As discussões sobre a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ganha mais um capítulo. Agora é a vez da meia-entrada para idosos. A discussão sobre os que serão beneficiados com ingressos a menor preço já inclui e excluem estudantes, jovens, índios, deficientes e, agora, é a vez dos idosos se transformarem em objeto de debate. Pelo Estatuto do Idoso eles teriam direito a meia-entrada, mas se tiverem, devem ser excluídos das cotas sociais. São os chamados “guetos-jurídicos”. O direito além do direito, ainda sobre um tema tão relevante: “A Copa do Mundo de Futebol”. Quantos devem assistir ao espetáculo na Arena Romana, o chamado “pão e circo”.

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Big Brother – O grande irmão

sexta-feira, dezembro 16th, 2011

Quem não se lembra do livro de George Orwell. Um best-seller
que marcou a história da literatura e conseguiu expressar a angústia de estar
sendo vigiado, vivendo em uma sociedade sobcontrole. Aquele que tudo vê e tudo
manipula, mesmo que em nome do chamado “bem comum”.

Tenho me sentido assim, manipulado.

Como poderia ser controlado e subordinado se vivemos em uma democracia e
não há um ditador sobre nós, pelo menos institucionalizado? Onde estaria esta “mão
invisível”?

Sempre refutei, como professor, a ideia de que existam
cúpulas que se reúnem para definir nossas vidas. Considerei esta afirmação uma criação
fantasiosa de mentes que não conseguem compreender a lógica da vida social e
geram, para suportar o peso das relações com um olhar romântico, bandido e
mocinho.

Continuo não acredito na existência de bandidos e mocinhos,
mas não sou mais um incrédulo sobre as cúpulas perniciosas que, como um “grande
irmão”, nos vigia e manipula.

Vale ressaltar, porém, que continuo acreditando que esta
prática não é propagada por todos os cantos e nem tem força e sentido em todos
os lugares. Ela é típica das províncias.

Nunca pensei, em toda a minha dignidade, que estaríamos tão
próximos do “Show de Truman”. Precisamos sair desta bolha, depois de uma vida
controlada desde o “berço”.

 

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Onde repousa a eficiência pública?

quarta-feira, dezembro 14th, 2011

Desempenho no trabalho é avaliado constantemente nas corporações. Os especialistas buscam uma fórmula que permita estimular os funcionários de uma empresa a produzirem muito, de forma dedicada e com qualidade. A qualificação de mão-de-obra é apontada como um pré-requisito para atingir este objetivo. Outros entendidos no tema afirmam que o salário não é o principal estímulo do trabalhador, alguns chegam a afirmação que é uma “condição básica”, rapidamente incorporada.

Mas quando se fala de um representante público, acredito que nenhuma das afirmações acima serve como parâmetro. Seria difícil para qualquer analista de Recursos Humanos (RH) definirem um perfil de produtividade e seus estímulos.

O primeiro fator que dificulta esta compreensão é que o representante público se elege sem um critério de seleção adequado a sua função. É uma observação quase que alucinada da dissociação entre o que se faz, deveria fazer e o que diz que fará. Contradições insolúveis em muitos casos.

O segundo fator é quem escolhe. O eleitor, de forma geral, não tem critério para definir o papel do representante público associada a suas necessidades. Por sinal, muitos cidadãos confundem a suas buscas particulares com o interesse coletivo ao qual seu imediatismo está subordinado. Resumindo: “a vida é um reflexo da condição coletiva, os outros não são um reflexo de uma única existência”.

Por isso, o estímulo do homem público é sua particularidade, seus sonhos realizados em decretos que, facilmente, são negociados para atender sua vaidade em detrimento das necessidades de quem os elegeu. É o amor ao poder pelo “poder”, atendendo a quem o comanda e desprezando os que deveria legitimá-lo.

 

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Abusos

terça-feira, dezembro 13th, 2011

Hoje foi dia de colocar no ar uma série de reportagens sobre os abusos do poder público. Na Assembléia Legislativa do Paraná os deputados recebem 14º e 15º salários. Medida feita por “baixo dos panos”, aquele segredo que representantes públicos não deveriam ter, mas tem.

Esta relação perniciosa entre nós e os nossos representantes se multiplicam, tomam conta de nossas vidas e a alteram. Verbas públicas recheiam os bolsos dos que deveriam ser os maiores interessados na resolução de nossos dramas coletivos.

Os principais acusados pelos políticos acuados pelas acusações são a imprensa e a oposição. A segunda é uma mera formalidade de jogo de poder, os oposicionistas se revezam com os governistas nas denúncias. Lado a lado todos se sentem no direito de dizer que estão sendo “perseguidos”.

A exposição de um homem público e suas mazelas deve mesmo rechear as páginas da imprensa escrita, virtual, visual e falada. Eles merecem o destaque, não há o que lamentar. O maior rancor deve ser nosso. Repensar e agir de forma coerente para reduzir o número de acusados no poder. Mas jamais impedir as acusações.

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Silêncio que não é dos inocentes

quinta-feira, dezembro 8th, 2011

Não quero me frustrar. Acredito, e preciso disso, que Maringá avançou na organização das entidades civis em prol da democracia e da participação na vida pública. O passado que sempre nos condenou por omissão teria ficado para trás. O Observatório Social é o símbolo desta conquista. É nisso que me apego, mas agora temo crer.

Os aconecimentos dos últimos dias me deixa preocupado com o destino da coerência, que até agora era a tônica dos discursos. O aumento do salário de vereadores, secretários, prefeito e vice-prefeito ocasionaram uma reação imediata da sociedade. Mas o barulho inicial, agora dá lugar ao silêncio.

Nunca fui contra um reajuste nos salários dos representantes públicos e dos secretários municipais em Maringá. Há uma defasagem na remuneração, mas não sou favorável a um abuso, um excesso sem justifictiva.

Mais agressivo que o valor dos subsídios desejados pelos parlamentares municipais é a forma como o aumento foi feito, rápido, sem que ninguém soubesse. Um ato em benefício próprio, sem a transparência necessária. Traição, que agora é recebida com silêncio.

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“Bicho Papão” não é privatização

terça-feira, dezembro 6th, 2011

A democracia tem destas coisas: embates, polêmicas e desencontros. Cometem-se excessos, mas nada pode impedir o diálogo. O problema de nossos manifestantes contemporâneos é o grau de desconhecimento da causa e o imediatismo de seus interesses. Ontem a Assembléia Legislativa do Paraná foi tomada por manifestantes que queriam impedir o projeto de privatização dos serviços públicos. O temor de privatizar é mito, o interesse em privatizar é obscuro, deste encontro de má informação e intenções é uma vitrine do que fazer política significa hoje em dia. O Governo do Paraná já anunciou há meses que pretendia privatizar setores pontuais do serviço público. O ensaio é antigo e medidas ficam na ponta da língua dos secretários. Recentemente, o irmão do governador, o secretário de Logística, Pepe Richa, chegou a falar da criação de pedágio na PR323. Depois voltou atrás diante da repercussão negativa. Este ensaio de más intenções precisa mudar. Falta clareza nas medidas e detalhamento dos limites contratuais em que serão feitas as terceirizações ou privatizações. O problema nunca foi privatizar ou terceirizar, o principal problema é o que se pode ter com contratos mal feitos, redigidos por mãos comandadas por cérebros com interesses exclusivamente pessoais. Quando isto ocorre, fica tudo nas entrelinhas.

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gilsonaguiargilsonaguiar: Hoje o #cbnmaringa2 tem Osmar Dias, o ex-senador que agora está na diretoria do BB. Conversa sobre agronegócio e política. Ecologia à Fruet.
19 hours ago
gilsonaguiargilsonaguiar: Hoje temos temperatura estável, no final de semana a mesma previsão. Semana que vêm começa com estabilidade. Adeus chuva! Por enquanto.
20 hours ago
gilsonaguiargilsonaguiar: Daqui a pouco o #cbnmaringa2. Hoje os temas são vacinação, dengue e supersalários. 95,5 FM, as 14h.
3 days ago
gilsonaguiargilsonaguiar: Jogadores e eleitores: Há discussões infantis, elas podem ser resultado de nossa ingenuidade, ... http://t.co/WFQft2yX
3 days ago
ronaldonezoronaldonezo: ouça o comentário de @gilsonaguiar no #cbnmaringa - http://t.co/rB3z2HCY
5 days ago
ZagaronMerlinZagaronMerlin: Dengoso já saiu! http://t.co/cpHERepB ▸ Principais notícias de hoje via @justinbrbieber1 @jcrioclaro @gilsonaguiar @sentimentosrn
7 days ago
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