Archive for the ‘Sala de Aula’ Category

Bom começo

quinta-feira, setembro 30th, 2010

Meus alunos deram um show ao produzirem um vídeo com base na obra de Fustel de Coulanges, Cidade Antiga.

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Reflexão sobre o poder

terça-feira, junho 22nd, 2010

O que há nos bastidores da política, esta trama que pode desvendar personagens impuros e de intenções imorais?

Já há tempos a vida dos homens civilizados se democratizou, mas não foi capaz de nos livrar de um lado perverso da organização coletiva, a trama da paixão pelo poder.

Em sociedades latinas do além mar, como a nossa, a democracia capengou e teve dificuldade de se estabelecer na terra em que tiranos se colocaram acima de tudo e de todos. Os legados dos senhores agrários ainda persiste em diversas nações, mesmo nas democratizadas sobrevivem com o coronelismo “pós-moderno”.

Na nossa identidade política tem em seu DNA peculiaridades enraizadas, todo o exercício de poder percorre a genética de nossa origem agrária (FaoroEles deixaram uma herança no poder). Mesmo quando a história das oligarquias teve seu golpe “aparentemente” derradeiro, manteve-se. Nos anos 30, do Século passado, foi um caudilho gaúcho que rompeu a estética do poder agrário, sendo ele mesmo fruto das entranhas agrárias interpretada sobre a ótica de novas forças sociais, o agro-urbano.

O tempo passou, as transformações desvendaram novas possibilidades em forma de modernização produtiva e personagens políticos e econômicos influentes. As economias regionais se adequaram aos herdeiros tradicionais ou representantes que se postularam aos comandos locais.

Hoje, o país mais urbano da América Latina, o Brasil, ainda representa em seus exercícios de poder o caudilhismo agrário no comando de forças da sociedade industrial, que alguns insistem em chamar de “emergente”. Estamos sempre com a idolatria dos personagens familiares de uma disputa pouco substancial na ótica ideológica das forças sociais.

Sobrenome ainda é o patrimônio legado da hereditariedade do poder. Não há mais o cheiro do campo na sola de botas do “capiau” sentado na cadeira do comando. A representação simbólica, contudo, ainda se mantém. Dias, Barros, Verris, Richas, Rochas, Freut e tantos outros senhores familiarizados com o comando, permanecem ao longo de décadas, em algumas regiões com séculos de sobrevivência no poder.

Ilusão que isso seja uma imposição. Os comandados os escolhem pela confiança no modelo que se reproduz ao longo do tempo nos lados que alimentam do poder. Os que governam por se sentirem com o direito da herança ao mando e os que são governados por conservarem a confiança na condição que as gerações anteriores depositaram na permanência.

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Convicção ou masoquismo?

segunda-feira, junho 21st, 2010

Hoje será um dos dias em que a docência vai me custar caro. Já faz um bom tempo que tenho lutado com meus alunos para alertá-los sobre a importância da leitura de livros e textos que são bibliografia obrigatória no ensino superior. Uma batalha diária que, como agora, pareço perder.No limite da derrota docente ou persistência heróica

Na semana passada o clima pesou. Ao final de mais uma aula em que o meu “oponente-aprendiz” se coloca como um espectador à espera de conteúdos mastigados e com olhar de descontente por não estar entendendo “bulhufas”, faz do silêncio sua arma atroz.

Nos últimos minutos de aula me desesperei, fui para o enfrentamento, mais um discurso de valorização do conhecimento com pré-requisito para o sucesso profissional. Ao final de tanto e tanta falação, mais uma derrota. Por um triz que não jogo tudo para o alto. Mas, por mais uma vez, me renovo na segunda-feira. Hoje será o dia de mais um embate. Seria eu um masoquista?

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Na Sala de Aula: Estado de Mal-Estar

quarta-feira, março 31st, 2010
Estado Nação: passado paternal e futuro nebuloso

Estado Nação: passado paternal e futuro nebuloso

Já faz 20 anos que o desmonte da economia estatal se iniciou no Brasil, mas esta maré de bom destino não foi exclusivamente “tupiniquim”, foi uma expressão de 2/3 do mundo. Foi a derradeira história, o epílogo do Estado de Bem-Estar, o grande provedor, o senhor de nossos dias. Em nossas terras o Estado jamais cumpriu seu destino democrático em sua história nos trópicos, a não ser nestes últimos 20 anos de democracia institucional exercitada.

Em sala de aula, tento demonstrar aos meus alunos como ocorreu a formação e decadência do Estado de Bem-Estar, o surgimento de inúmeras empresas públicas resultou no “elefantismo estatal” que acorrentou a economia com forças sociais presas a tutela do poder público. Não é a toa que criamos uma “casta” de políticos históricos de origem agrária e posteriormente especialistas na mega engrenagem pública que movia lentamente a economia. Corromper e se corromper era a regra para progredir.

Se os Estados Nacionais sobrevivem hoje, estão mais próximos de coordenadores das forças econômicas e sociais que se movimentam do local ao global, perpassando constantemente as fronteiras nacionais. Nada mais cabe ao estado do que agilizar o desenvolvimento dentro das fronteiras do seu território para permitir condições de integração entre a economia local, nacional e transnacional.

Desta forma, mais que o direito do voto e a defesa de uma ideologia por parte do governante, o que considero necessária, a competência de administrar oportunidades de crescimento é a maior obrigação do poder público. Gastar bem o dinheiro público, de preferência investir em capital produtivo, especificamente humano, visando o progresso econômico. Quem defende o retorno do “estado que tudo dá” vai acabar ficando sem nada.

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Memória de Haroldo Leon Peres

domingo, março 28th, 2010
Governador por 7 meses

Governador por 7 meses

Haroldo Leon Peres, quem se esquece do Governador do Estado do Paraná que foi eleito indiretamente, se pode chamar de eleição, a administrar o estado e permaneceu somente sete meses no cargo. Renunciou ao mandado por “incapacidade de manter-se no governo pelas forças ocultas”, segundo ele, em entrevista dada ao Programa Nuevo Baby, Canal 6, na década de 1980.

Contudo, o afastamento de Leon Peres é marcado por acusações obscuras, simbolizadas no pedido de 1 milhão de dólares ao empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, então em volta com a construção de uma ferrovia no Estado do Paraná.

Negando as acusações e afirmando que nada existia de concreto contra ele, a não ser as difamações da imprensa, Leon Peres acabou por se afastar da vida pública depois de tentar o retorno com Deputado Federal.

Esta semana assisti e analisei uma entrevista de Haroldo Leon Peres falando sobre sua saída do Governo Estadual e os problemas de sua trajetória política. O ex-governador foi categórico, “fui alvo de uma artimanha que me quis fora do governo”.

Claro que os argumentos de Peres estão respaldados no mesmo ilusório que ele acusa, falta de provas. Sobre a gravação que teria registrado seu pedido de propina ao empreiteiro, Rego Almeida, ele afirma que: “não existe e se existe foi uma montagem”.

Mas, o que mais me interessou não foram tanto os argumentos, mas o registro histórico em uma gravação de TV dos anos de 1980. Um belo documento que merece destaque. A entrevista que Leon Peres deu ao Programa de Nuevo Baby, repórter curitibano que hoje está esquecido pela memória da imprensa, é um dos momentos altos da história política do Estado do Paraná.

O documento faz parte do acervo reunido para o Museu de História do Cesumar que será inaugurado este ano. Vários registros através de depoimentos em vídeos de personagens estão sendo analisados pela Professor Loide Caetano, historiadora e coordenadora do Museu do Cesumar. Minha contribuição é pequena, mas um grande passeio pela história regional.

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Relatos de Sala de Aula

sábado, março 27th, 2010
Eles se negam a crescer e assumir a responsabilidade dos erros

Eles se negam a crescer e assumir a responsabilidade dos erros

Não consigo mais compreender se a dificuldade no trato é de lidar com quem tem pouca ou muita idade. Realmente não consigo definir qual das imaturidades me dói mais, a criança e adolescente que responde por uma idade que não tem a obrigação da responsabilidade, o que vamos chamar de previsível, ou o já carregado de tempo que não age e reage como devia.

No primeiro caso, trabalhei tantos anos com adolescentes no Ensino Médio que aprendi a reagir a seus rompantes ilógicos, aparentemente imprevisíveis. De tanto conviver com a instabilidade compreendi o que se pode esperar do inesperado.  Os alunos adolescentes não poderiam, em sua maioria, ser considerados desajustados. O desajuste é condição vital de um momento em que se nega o que se é e não dá para ser o que se quer. Eles são adolescentes.

Mas o que esperar do meu adulto infantilizado que reside em uma sala de ensino superior? Difícil lidar com o que não se espera. Nem a idade ou o ambiente o justificam, mas ele persiste com a mentalidade que já deveria ter abandonado ao longo dos anos, se não de sala de aula, das experiências da vida.

Esta semana tive que expor aos meus alunos do Curso de Direito a falta de conhecimentos prévios sobre a sociedade brasileira. Conhecimentos que fazem parte do currículo básico do Ensino Médio nas disciplinas de Geografia, História e Literatura. Parte deles me olhou com a raiva e ressentimento, mas a mensagem era clara, eu os tinha ofendido e mostrado o que não queriam ouvir, os erros. Quanto ao ressentimento era a convicção de que a culpa não era deles.

Não me senti culpado, mas meus adultos adolescentes acreditam que sim. Esta talvez seja a tarefa mais difícil na relação de ensinar. Situação em que muitos professores assumem a culpa com teorias educacionais decretando o veredito: “professores, é ora de mudar!” Só falta o complemento: “emburreçam!”

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gilsonaguiargilsonaguiar: Hoje o #cbnmaringa2 tem Osmar Dias, o ex-senador que agora está na diretoria do BB. Conversa sobre agronegócio e política. Ecologia à Fruet.
19 hours ago
gilsonaguiargilsonaguiar: Hoje temos temperatura estável, no final de semana a mesma previsão. Semana que vêm começa com estabilidade. Adeus chuva! Por enquanto.
20 hours ago
gilsonaguiargilsonaguiar: Daqui a pouco o #cbnmaringa2. Hoje os temas são vacinação, dengue e supersalários. 95,5 FM, as 14h.
3 days ago
gilsonaguiargilsonaguiar: Jogadores e eleitores: Há discussões infantis, elas podem ser resultado de nossa ingenuidade, ... http://t.co/WFQft2yX
3 days ago
ronaldonezoronaldonezo: ouça o comentário de @gilsonaguiar no #cbnmaringa - http://t.co/rB3z2HCY
5 days ago
ZagaronMerlinZagaronMerlin: Dengoso já saiu! http://t.co/cpHERepB ▸ Principais notícias de hoje via @justinbrbieber1 @jcrioclaro @gilsonaguiar @sentimentosrn
7 days ago
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