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Aristóteles e o poder humano

Um dos mais brilhantes filósofos da antiguidade clássica foi sem dúvida Aristóteles. Discípulo de Platão, com quem conviveu por mais de 20 anos, na Escola de Atenas, o pensador inaugurou a cientificidade da filosofia. Ele entedia de botânica, zootecnia, geologia, clima, politica, enfim, especulava. Sempre considerou a busca pelo conhecimento uma virtude humana.

Defensor árduo da razão, a qual deveria conduzir a vida humana, Aristóteles defendia a orientação do homem bom pela consciência. Quanto mais conhecimento, melhor a ação diante dos problemas a serem enfrentados. Não podemos esquecer que a emoção deve ser domada para o pensador que, nascido na Macedônia, acaba por desenvolver parte considerável de seus trabalhos na Grécia.

Aristóteles afirma que a emoção é importante, deve ser algo que nos inspira, mas não o que nos conduz. Quem age embriagado pela emoção, age mal. Ela cega. Tira dos seres humanos a capacidade de ver as consequências dos atos com sabedoria. Refletir antes de agir dá ao ser humano a possibilidade de cometer menos equívocos, de agir por impulso, de se deixar levar pela emoção.

A justiça deve ser feita inspirada nesta conduta racional. Não permitir que o que se vê sem entender profundamente, a condição humana dos fatos, seja a consideração para absolver ou condenar alguém. Aquele que deseja governar os homens, ser um juiz social, deve conhecer a sociedade, conhecer os seres humanos que vai governar. Lamentável que muitos dos magistrados de hoje sentenciam sem conhecer a sociedade que julgam.

A importância do ser humano na busca da verdade

Aristóteles valoriza o ser humano. Considera sua capacidade de especulação e racionalização fundamental para compreensão do Universo. Diferente de seu mestre, Platão, ele não acredita neste mundo da aparência. Para ele, é a observação, comparação e experimentação que leva a descoberta da verdade. Não por acaso, Aristóteles é um fundador do humanismo. O ser humano tem papel central em suas teses.

Segundo ele, devemos buscar o conhecimento e racionalizar nossos atos a partir dele. A virtude de o bom ser humano é aquele que age pela razão, domina suas emoções. Para o pensador grego, todos nascemos com a virtude, com potencial, mas a relação com os outros pode limitar, destruir, o bom caráter, as virtudes. Não por acaso, Aristóteles defende a educação para garantir a qualidade no ser humano.

Logo, a justiça deve ser entendida como a implantação das leis para o bem comum. A intenção de fazer com que se garante o respeito as partes, a todos os envolvidos. Não negar a ninguém o que lhe é de direito, mas também não submeter as alguns o benefício da norma. A virtude da lei está na possibilidade de atender ao interesse do maior número de pessoas possíveis.

Para Aristóteles, o “homem é um ser social”, “um ser político”. Ele necessita dos outros para poder atender seus interesses. Um ser humano não consegue desenvolver sua potencialidade sozinho. Na construção da vida em coletividade temos que desenvolver o nosso equilíbrio, ponderação. Saber controlar os impulsos. A felicidade não é realizar seus desejos, mas fazer o que é necessário para podermos atingir o desenvolvimento do caráter humano.

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